Model Context Protocol e Agentes de IA
A inteligência cognitiva distribuída de nossa rede é viabilizada através da integração de Modelos de Linguagem de Grande Porte (LLMs) com ferramentas do sistema por meio do Model Context Protocol (MCP).
No entanto, em vez de dar autonomia cega para IAs, nossa arquitetura limita e audita estritamente suas operações.
1. O Papel do Model Context Protocol (MCP)
O MCP é adotado como o protocolo universal e padronizado para estabelecer limites seguros nas interações entre modelos de IA e fontes de dados ou APIs.
- Resolução de Ferramentas (Tool Call): Os servidores MCP expõem conjuntos de funções tipadas que a IA pode decidir invocar de acordo com o contexto da conversa.
- Encapsulamento de Recursos: O modelo pode requisitar a leitura de arquivos e telemetria expostos pelos servidores MCP como caminhos URIs estruturados, sem acesso livre a arquivos arbitrários do sistema.
2. A Barreira Determinística (IA como Sub-rotina)
Muitos sistemas de agentes inteligentes pecam pela imprevisibilidade, permitindo loops infinitos de reflexão ou execução indevida de comandos destrutivos. No ecossistema Gleam-BR, nós corrigimos esta autonomia desenfreada:
- Inferência Sob Medida: A IA atua puramente como um avaliador semântico de dados brutos ou classificador de contexto. O modelo é acionado para tomar decisões de baixo risco baseadas em probabilidades.
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Orquestração por Processos (BPMN): A decisão do que executar a seguir e quais tarefas de transição de estado disparar pertence exclusivamente ao motor
gbr_bpm. A IA não altera o estado global do sistema operacional diretamente; ela responde às perguntas do ator Erlang responsável por aquele nó do fluxo de trabalho. - Limites do MCP: Cada solicitação de Tool Call disparada pela IA passa por uma validação e auditoria síncrona contra a máquina de estados (BPMN) antes de ser enviada ao destino físico. Isto impede chamadas indesejadas e garante que a IA opere como uma sub-rotina auditada e segura.